2005 INTERREG III B – CEESA

Gabinete Transregional de Investigação e Formação de Competências para a Economia Solidaria.

Um instrumento que visa permitir o desenvolvimento de iniciativas nesse domínio e o reforço das estratégias de luta cotra a pobreza exclusão social.

Reconhecimento Jurídico

As atividades que deram origem à Associação foram inicialmente desenvolvidas no âmbito do Plano de Desenvolvimento do Projeto INTERREG IIIB CEESA, promovido pelo Instituto de Ação Social e gerido pela CRESAÇOR, CRL. Em 2006, estas experiências e dinâmicas conduziram à constituição da ACEESA – Associação Centro de Estudos de Economia Solidária do Atlântico, com o propósito de assegurar a continuidade das atividades já desenvolvidas e, simultaneamente, promover novas iniciativas próprias.

Desde a sua constituição, a ACEESA tem vindo a aprofundar a articulação entre teoria e prática e prática e teoria, através da investigação, da reflexão crítica, da intervenção e da produção e disseminação de conhecimento nos domínios da Economia Solidária e das áreas com esta relacionadas.

A sua atividade incide, designadamente, sobre a Economia Social, o Desenvolvimento Local e Comunitário, o Desenvolvimento Sustentável, as Finanças Alternativas, a Democracia Participativa, a Igualdade de Oportunidades, a Igualdade de Género e a Coesão Social e Territorial, procurando estabelecer pontes entre o conhecimento científico, as experiências de intervenção e os desafios concretos das comunidades e dos territórios.

Neste percurso, a ACEESA assume igualmente como objetivo contribuir para a produção, sistematização e divulgação de conhecimento, valorizando o diálogo entre diferentes saberes, experiências e perspetivas e promovendo a reflexão sobre modelos de desenvolvimento mais participativos, solidários, inclusivos e sustentáveis.

No aprofundamento da ligação entre a prática e a teoria e a teoria e a prática, nestes domínios, na produção de conhecimento sobre a Economia Solidária e os domínios corelacionados (como Economia Social, Desenvolvimento Local, Desenvolvimento Sustentável, Finanças Alternativas, Democracia Participativa, Igualdade de oportunidades e Coesão Social e Territoria

Foram vários projectos da Macaronésia que se investigou, questionou-se, debateu-se por colocar em prática a concertação do Conceito e a sua aplicação e disseminação nas zonas arquipelágicas em referência. As acção percorridas e apoiadas por diversas iniciativas comunitárias INTERREG III B e EQUAL, bem como por programas operacionais regionais.

A Promoção da Cooperação Económica e Institucional entre as Regiões Insulares Ultraperiféricas, Açores – Madeira – Canárias e com Cabo Verde, deram o mote para o desenvolvimento da cooperação entre o sector privado e público na consolidação das condições de suporte ao crescimento e sustentabilidade do sector económico emergente, o da rede de empresas de economia solidária e da sua articulação à resolução dos problemas sociais relacionados com a pobreza, desemprego e exclusão, através da implementação de estratégias de desenvolvimento local, tendo por base uma metodologia de cooperação transregional e transnacional e uma estratégia de intervenção assente no conceito de economia solidária e dos seus alicerces fundamentais.

Foram criadas oportunidade de consolidar e promover o desenvolvimento de ações de apoio ao então “novo sector emergente” – economia solidária nomeadamente no âmbito da: Investigação – ação, intercâmbio e apoio à inovação; desenvolvimento da qualidade e sistemas de certificação de bens, serviços e organizações economia solidária; apoio a estruturas e circuitos de comercialização; organização sistemas de formação; apoio sistema de crédito e financiamento alternativo; integração laboral de públicos alvo desfavorecidos.

A partilha de experiências, consubstanciado na realização regular de reuniões técnicas de todos os parceiros do projeto INTERREG IIIB CEESA, permitiu a troca de informações prévias à realização das ações, e revelou-se substantivamente, pondo em confronto diferentes filosofias e estratégias de intervenção, com repercussões recíprocas nas metodologias de implementação de projetos e na aferição de resultados, e como tal uma boa prática de uma metodologia ação – investigação.

Foi posicionado, no âmago das inquietações, a sustentabilidade da Economia Solidária, respeitando e valorizando o ambiente, a diversidade cultural, as identidades, os valores étnicos e o diálogo multicultural (ou mesmo inter cultural), assim como busca deparar razões de interesse económico, como forma de a rentabilizar e preservar.

A palavra “solidária” surge “não no sentido social restrito, mas no sentido sistémico, de interdependência e integração com a Vida, e portanto com todas as dimensões em que esta se exprime…”[1]. Assim, “esta” Economia Solidária assenta em cinco vertentes fundamentais[2]:

  1.  Actividade económica, ou seja, uma forma de produção e/ou distribuição de bens e serviços, de criação de empregos, de geração de rendimentos e de satisfação de necessidades, através de consumos que viabiliza;
  2. Promotora de coesão social; Respeitadora e valorizadora do meio ambiente;
  3.  Respeitadora e valorizadora da diversidade cultural;
  4. Baseada numa gestão eficiente, ou seja, numa contribuição para a governância integrada das quatro dimensões anteriores;
  5. Territorializada e promotora de Desenvolvimento Local;
  6. Assente numa lógica de investigação-acção, que lhe permita uma constante criatividade e adaptação a novos desafios.

[1] AMARO, Rogério Roque e MADELINO, Francisco “Contributos para um Conceito – Economia Solidária”, ESCLA 2006, pág.12

[2] AMARO, Rogério Roque e MADELINO, Francisco “Contributos para um Conceito – Economia Solidária”, ESCALA 2006, pág.13

Congresso Internacional de Economia Solidária 29/30 setembro, 2005

PONTA DELGADA – AÇORES
LABORATÓRIO REGIONAL DE ENGENHARIA CIVIL
AÇORES – MADEIRA – CANÁRIAS – CABO VERDE
PROGRAMA

1º Dia
 Manhã
Abertura
 1º painel “Os desafios da Economia Solidária no Mundo Atual”
             Roger Spear – Open University – Reino Unido
Victor Pestoff – Mid Sweden Univesity – Suécia

  2º  Painel “A Economia Solidária vista dos países do Sul”
               Paul Singer – Secretaria Nacional de ES- Brasil
               Rodolfo Garcia Univ. Autónoma de -Zacatecas – México

 
Tarde
3 º Painel “As experiência da ES na Macaronésia
Açores – Carlos Faias CRESÇOR – Açores
Francisco Madelino – Presidente IEFP – Portugal
Isabel Vidal/ Angel Diaz e Francisco Garcia – CIES Canarias – Espanha
Leão Lopes – Atelier Mar
Cláudio Furtado – Instituto Piaget
 Rosário Alegra – Instituto Regional do Emprego – RA Madeira
Visão síntese “Uma nova Economia Solidária” RA Açores
 
2º Dia
Manhã
 
Visão síntese “Uma nova visão da Economia Solidária” RAA
Oficinas de Trabalho sobre temas específicos de Economia Solidária

“Mercado. Modelo de Gestão questão do Estado face à ES – Francisco Madelino
“Mercado. Modelo de Gestão – Isabel Vidal
“Luta contra a pobreza e Empowerment” – Cláudio Furtado
“Igualdade de Oportunidades / Género” Ana Morais
 
Tarde
 
Apresentação das conclusões das oficinas
Comentários sobre as reflexões dos cinco convidados
Reflexões finais – Rogério Roque Amaro





 


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